terça-feira, 10 de janeiro de 2012

31º Congresso do ANDES-SN começa no domingo (15), em Manaus (AM)

Professores de todo o país se reúnem em Manaus para debater os rumos da educação e direitos dos trabalhadores

Durante seis dias, mais de 350 professores de todo o país devem se reunir na capital amazonense para debater a conjuntura nacional e internacional e apontar ações que tenham por objetivo evitar que as conseqüências da crise econômica mundial recaiam sobre os trabalhadores. Esta é uma das principais responsabilidades delegadas aos participantes do 31º Congresso do Sindicato Nacional dos Docentes de Ensino Superior (ANDES-SN), que acontece entre os dias 15 e 20 de janeiro, na cidade de Manaus (AM).

“Iremos nos reunir para discutir estratégias de combater a forma como o Estado busca se desvincular da responsabilidade na implementação e manutenção de políticas públicas essenciais à sociedade, com foco nos direitos dos trabalhadores e, principalmente, na Educação, que para o ANDES-SN deve ser pública, gratuita e de qualidade”, explica Marina Barbosa, presidente do Sindicato Nacional.

O resultado dos debates irá compor o plano de lutas do ANDES-SN para 2012 e pautar as ações do Sindicato neste ano.

Desafios
Na avaliação da presidente do ANDES-SN, 31º Congresso será realizado no momento de grandes desafios para a educação brasileira e para a classe trabalhadora. Marina destaca que o encontro também deve se debruçar sobre o Plano Nacional de Educação 2012-2020 (PNE), que está sendo discutido pela Câmara dos Deputados, e deve ser votado em fevereiro.

“A expansão da Educação Pública a qualquer custo, mas sem garantir qualidade, precisa ser fortemente combatida. Em várias partes do mundo a população foi às ruas exigindo melhorias na educação. O grande desafio é que essas reivindicações se transformem em ações”, ressalta Marina.

A presidente do ANDES-SN observou ainda que com o quadro de crise mundial que se aprofunda, a retirada de direitos sociais é umas das saídas que têm sido erroneamente usada em países da Europa para acalmar os ânimos do mercado. “Tal alternativa também vem sendo aplicada, com menos alarde, pelo governo brasileiro em diversos níveis, com a privatização dos hospitais públicos, tentativa de finaceirização da previdência dos servidores, congelamento de salários, entre tantos outros. Devemos nos manter combativos a esta prática”, observa.

Manaus
Esta é a segunda vez que o ANDES-SN realiza um evento nacional da entidade em Manaus. No ano de 93, os professores se reuniram na cidade para a realização da 12º Congresso do Sindicato Nacional. Desta forma, a Amazônia e as lutas locais serão novamente destaque nos debates dos professores universitários que participam do encontro.

De acordo com o professor Francisco Jacob Paiva da Silva, da comissão organizadora do 31º Congresso e 2º vice-presidente da regional Norte I do ANDES-SN, o fato do evento ser realizado em Manaus permite que os docentes participantes tenham um olhar mais real sobre o território amazônico e desmistificar a imagem folclórica do local tão divulgada pela mídia e possam vivenciar a realidade desta região tão importante e o mesmo tempo desconhecida.

“Além disso, consolida cada vez mais o caráter nacional do ANDES-SN e permite aos professores e ao próprio sindicato ter uma compreensão maior da realidade brasileira”, complementa.

O professor ressalta ainda que o evento vai ajudar a pautar questões relevantes como qualidade da educação e direitos sociais sob a perspectiva nacional. “Sempre que o ANDES-SN realiza um evento isso tem um impacto positivo na cidade, pois além de influenciar o debate, pelo menos na área da educação, a imprensa local tem a possibilidade de conversar com grandes nomes do cenário nacional, integrantes do ANDES-SN, que pensam a educação brasileira”, observa.

Metodologia
O evento será dividido em atividades nos grupos mistos, a preparação e a realização das plenárias. Serão debatidos os seguintes temas: movimento docente e conjuntura; centralidade da luta; políticas sociais – política educacional, gerais e direitos e organização dos trabalhadores; questões organizativas e financeiras; plano de lutas – geral, educação, direitos e organização dos trabalhadores; plano de lutas – setores.

O 31º Congresso do ANDES-SN será realizado entre os dias 15 e 20 de janeiro, no hotel Tropical.



Fonte: ANDES-SN - 09-01-2012

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Anhanguera demite cerca de 680 docentes em São Paulo

O início do ano de 2012 terá um gosto amargo para os cerca de 680 professores paulistas que foram demitidos recentemente pela rede Anhanguera Educacional. As demissões atingiram os professores que trabalhavam nas faculdades Uniban, UniABC e Senador Fláquer, compradas recentemente pela rede Anhanguera.

De acordo com denúncias feitas por professores, a instituição demitiu mestres e doutores para contratar apenas especialistas, que recebem menos por hora/aula. Enquanto um mestre ganhava na Uniban R$ 38,00 por hora/aula, a Anhanguera pagará 26,00 aos novatos.

O 2 º vice-presidente da Regional São Paulo do ANDES-SN, Marco Aurélio Ribeiro, criticou as demissões, consideradas arbitrárias. “Em instituições realmente preocupadas com a qualidade da educação, as demissões passam por decisões de colegiado, o que não ocorre na Anhanguera e em outros conglomerados de ensino superior. Lamento esse tipo de comportamento”, afirmou.

“Hoje, em qualquer escola de ensino fundamental ou médio, as mensalidades estão em torno de R$ 900. Como um curso superior pode custar apenas R$ 300?”, questiona. Sacrificando a qualidade, é a resposta.

Em entrevista ao Diário do Grande ABC os professores da UniABC criticaram o corte em massa que implicará em perda na qualidade do ensino. "Qual é o compromisso que a Anhanguera tem com a Educação? Foram aplicados altos investimentos na compra de outras instituições, mas sem contrapartida para o ensino. É o sucateamento da Educação", avalia o professor e mestre Sérgio Simka, que lecionou por quase 11 anos no curso de Letras. O professor critica o uso exagerado do método de Educação a distância utilizado pela universidade. "Se pessoalmente os alunos já cometem erros de português, imagine a distância?"

O professor Vitor Mizael Dias, que dava aulas no curso de Arquitetura, afirma que os mestres e doutores que ficaram no quadro funcional foram condicionados a aceitar diminuição da carga horária. "Os professores que trabalhavam com pesquisa tinham jornada de 40 horas semanais. Agora, a jornada será de oito horas."

Segundo o docente, após a aquisição da UniABC, a Anhanguera teria prometido aos funcionários que não haveria demissões.

Essas demissões são o resultado da concentração das faculdades nas mãos de grandes corporações, que estão mais preocupadas com o lucro do que com a qualidade do ensino. Lamentavelmente o Ministério da Educação tem sido conivente com essa prática, que tem reduzido a contratação de mestres e doutores, o salário dos docentes e transformado as faculdades particulares em meras expedidoras de diplomas.


Fonte: ANDES-SN/Diário do Grande ABC/Diretoria da ADESSC

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Comissão de Educação vai discutir aumento de mensalidade na Unisul

Comissão de Educação vai discutir aumento de mensalidade na Unisul

A Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, a pedido do deputado Sargento Amauri Soares, aprovou a realização de audiência pública para tratar do aumento das mensalidades da Unisul. “Somente em 2011 a instituição majorou em 9,5 % os valores das mensalidades, percentual superior ao da inflação. Precisamos discutir os motivos que levaram a este aumento absurdo e preservar a possibilidade de que os estudantes continuem a freqüentar seus cursos”, argumentou o parlamentar.

Soares defendeu o estabelecimento de critérios para o reajuste das mensalidades das unidades de ensino superior pagas e que as suas prestações de contas sejam tornadas públicas, com fiscalização do Ministério Público. O debate deve ser realizado no dia 23 deste mês, no auditório 2 da Unisul de Palhoça. A audiência atende pedido do DCE da Unisul, que também já acionou o Ministério Público.

O reajuste aprovado no Conselho Universitário com o voto contrário dos estudantes foi considerado abusivo pelas entidades estudantis, que através do DCE-Palhoça protagonizaram mobilizações e protestos contra o aumento.